Já estão em andamento, no Reino do DICIONÁRIO, as articulações, as discussões sobre a temática da campanha e de aglutinação de forças para escolha do novo líder das letras. Mas, a grande incógnita predominante é se o J será ou não candidato. Na verdade, o que se iniciou foram os trabalhos de sondagem dos que são a favor ou contra a sua volta ao poder. Por outro lado, para contrapor a esta soberania, várias letras estão incentivando o S a disputar este pleito, não só por acreditar na sua liderança como no projeto de gestão para 20 anos. Diante desta possibilidade, umas que estão temerosas em perder as benesses do poder, estão procurando força externa e propagando contra informação para minar a possibilidade de sua candidatura ao cargo majoritário.
Nesta luta pelo poder, o W já anunciou que não irá concorrer a liderança, mas que não ficará fora do processo. O M e o C estão sendo preparados como alternativa da classe Dominante e a letra D, V, Z e P estão esperneando para dizer que não são apenas coadjuvantes. Querem ser protagonistas na construção de um reino que ofereçam mais oportunidade de empregos, de desenvolvimento e de qualidade de vida para todos. Entretanto, não há consenso entre as lideranças na formação de alianças. O que existe são apenas especulações e a vontade de uns em manter a política atual e outros de quebrar o paradigma predominante neste reino. Porém, falta de ambos os lados alguém para buscar um consenso nesta pretensão e força para agregar apoio dos pares. Pois, esta eleição propõe desafios que exigem mudanças de estratégia dos aliados conforme for os concorrentes.
Neste contexto, para alguns analistas políticos de plantão, o lançamento da candidatura do A já morreu no nascedouro. Uns entendem que o A serve mais como apoio, principalmente para classes Emergentes, do que encabeçar uma chapa, mesmo com a máquina na mão. Para outros, o A merecem uma segunda chance de provar sua capacidade administrativa, inclusive se estiver ao lado do K e com apoio do N. Mas, independente das diversas probabilidades que poderá ocorrer, o sucesso ou fracasso de uma candidatura vai depender do exercício de liderança que cada uma tem para unir as forças na busca de um bem comum, na transformação de um sonho em realidade, na luta pela harmonia do Dicionário e que o vocabulário seja acessível pra todos. Portanto, os avanços sociais pretendidos só serão conseguidos, sob o prisma da liderança, se exercer plenamente a cidadania, valorizando os que merecem, sem dividir o alfabeto por condição financeira, social e pela cor da pele.
Alto Araguaia, MT, 18 de fevereiro de 2012.
Donizete Carmelo Silva é poeta, escritor e líder comunitário.