Rádio Aurora FM

Audiência convocada por Sylvia Maia discutiu fortalecimento da Unemat




Publicação/Atualização: 28 dez 2011.

DA ASSESSORIA

Depois de ter ganhado, em meados de agosto, destaque na mídia, principalmente a local, com os rumores de que estava na iminência de fechar suas portas, por falta de procura pelos cursos oferecidos em seu campus de Alto Araguaia, a Unemat voltou novamente à baila como razão da audiência pública realizada no Plenário Alba Berigo, na Câmara municipal, nesta terça-feira (13/12).

Por meio de um requerimento a vereadora Sylvia Maia (PTB), chamou autoridades, comunidade acadêmica, comunidade local e representantes políticos do município e do estado para debater a questão e achar solução para fortalecer a  instituição.

Logo no início da audiência foi feita pela pró-reitora de Ensino e Graduação  Ana Maria Di Renzo, representante do reitor da Unemat, Adriano Silva, uma explanação detalhada da atual realidade da educação em si e das universidades no Brasil. Ela voltou a tocar nos ínfimos e vergonhosos índices  de jovens na faixa etária de 18 e 24 anos que realizam o sonho de fazer um curso superior, representados por 1,5 milhão dessa população ou  apenas 14% deles em todo o país.

Renzo disse que discutir educação no Brasil requer muita coragem e apresentou dados sobre a atual demanda dos três cursos hoje oferecidos pela Unemat em Alto Araguaia. Letras, Computação e Comunicação Social (Jornalismo), e fez comparação da Universidade do Estado de Mato Grosso com outras universidades como FAMA de Mineiros, UEG, UEMS (Universidade do Estado de Mato Grosso do Sul), quando se referiu à demanda pelos cursos oferecidos. “O Brasil não tem uma política nacional para o ensino superior. O país tem política federal”, disse.

Sylvia Maia esclareceu que o objetivo principal seria discutir o fortalecimento e expansão do campus da Universidade no município. “Pleitear novos cursos, sem deixar de investir nos já existentes, investir em pesquisa, em corpo docente”, esclareceu.

A parlamentar informou que foram enviados convites a todos os deputados, aos três senadores por Mato Grosso, juízes, promotores, comunidade acadêmica e prefeitos das cidades circunvizinhas. Ninguém compareceu. A mesa recebeu ofício com pedido de desculpas e justificativa de ausência do juíz Carlos Augusto Ferrari e do senador Pedro Taques (PDT). “A Unemat não é importante para Alto Araguaia somente por ser uma conceituada instituição de ensino. Ela é importante para a economia do município. Sua folha de pagamento gira em torno de R$ 600 mil por mês. Esse dinheiro é injetado na economia local”, argumentou.

A professora Edileusa Gimenis Moralis, coordenadora político pedagógica do Campus da Unemat em Alto Araguaia, logo depois de apresentar gráficos demonstrando a oscilação dos três cursos desde a sua criação e uma espécie de dossiê estrutural do campus, argumentou que a Universidade tem investido muito em qualificação. “A instituição pretende em pouco tempo, banir de seu quadro de docentes profissionais apenas graduados” , garantiu.

Visando evitar a evasão de estudantes a prefeitura criou a Casa do Estudante, onde alguns universitários de fora residem sem custo nenhum. Esta ação partiu do prefeito Alcides Batista Filho, como maneira de fortalecer os cursos presentes, partindo do pressuposto de que muitos estudantes desistem da faculdade ou não vêem fazê-la por falta de recursos financeiros, “nos responsabilizamos com esta Casa do Estudante como atitude que vai ajudá-los durante o tempo que ficarem aqui em Alto Araguaia, como maneira de fortalecer o Campus” disse o prefeito.

Outros R$ 300 mil foram investidos somente este ano no campus local da Universidade, de acordo com o Alcides.

Durante os debates, acadêmicos apresentaram outras razões, para a baixa procura e a desistência dos cursos, principalmente o de jornalismo: a falta de laboratórios.

Uma segunda audiência deve voltar a debater a questão em fevereiro do próximo ano.

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