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Por uma questão de interesse


Nada se faz neste mundo se não for por interesse, pois esta sedução é uma das “molas” propulsoras da humanidade, onde só há ação, principalmente para atender as demandas que traz benefícios para coletividade, se a dita cuja estiver presente. Entretanto, a palavra interesse pura e simples não é símbolo de malefício. De fato, como seria o viver se não houvesse interesse pela vida?  Como seria a vida conjugal se não houvesse interesse pelo amor?  Como seria o país se não houvesse interesse pelo progresso? Haveria trabalho de pastorais se não houvesse interesse pela salvação? Haveria luta por um bom salário se não houvesse interesse por uma vida digna? Mas, o que nos leva a questionar o porquê que esta palavra sempre é vista pelo seu lado pejorativo?

Donizete Carmelo Silva

Estamos à véspera de um ano de eleição, onde qualquer candidato a cargo eletivo procura dar apoio, principalmente à classe organizada, com interesse de angariar votos para sua candidatura. Até aí, tudo bem! Pois, este também é um direito de todos colocarem o seu nome para servir o bem comum. Porém, cabe a nós a analisarmos se esta pessoa saberá ou não representar dignamente os seus anseios na construção de uma sociedade justa e igualitária. Com efeito, muitos políticos são como são porque não soubemos escolher; muitas vezes visando apenas o próprio interesse não atentamos para a sua qualificação. Neste contexto, podemos dizer que também somos culpados pela atual crise política? Que o desinteresse de alguns pela política é um meio de compactuar com a situação que está acontecendo no nosso país e no nosso Estado? Que a falta de esperança que o país supere este mar de lama chamada corrupção está despertando em certa parcela da sociedade o desejo de deixar a democracia civil de lado?

Neste jogo de interesse, podemos deduzir que nem toda a mudança se faz de noite para o dia. E a verdadeira mudança se faz com participação, principalmente com aqueles que ajudaram a conquistar o pleito e em muita situação esta tão almejada mudança exige sacrifício e paciência. Por outro lado, nem toda a revolução exige derramamento de sangue e sim comprometimento pela causa. Já em relação à classe política, apesar das inúmeras evidencias de corrupção, é bom saber discernir que nem todos os políticos são corruptos na mesma linha de raciocínio que nem toda bondade é justa. Então, diante de um fato cabe a nós analisarmos o seu contexto levando em consideração o texto. Mas, para isto é preciso ter o interesse de despertar o senso crítico para um analise holística, de ter a coragem da busca constante pela a realização do que se almeja e ter a perseverança de continuar na luta apesar das adversidades. Portanto, pense, reflita sobre o tema aqui abordado e manifeste a sua opinião, nem que seja por uma questão de interesse.

 

*Donizete escreve este como observador político*


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