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PT deve ter candidatura ao governo de Mato Grosso


* Edna Sampaio

* Edna Sampaio/ Professora da Unemat, 51 anos, gestora governamental e doutora em Ciências Sociais

Como militante histórica do PT, forjada nas lutas cotidianas do sindicato, na Universidade, nos movimentos sociais e, tendo sido convocada por diversos companheiros e companheiras que estão na mesma luta, resolvi colocar meu nome à disposição do meu partido para candidatura ao Governo do Estado de Mato Grosso.

Eu sou Edna Luzia Almeida Sampaio, mulher negra, 51 anos, filha da Professora Noêmia, alfabetizadora, e de Lídio, motorista de caminhão. Sou mãe de Rafael (28 anos), Henrique (25) e Luanna (19). Casada com Willian César Sampaio há 30 anos.

Minha militância começou na Pastoral da Juventude nos anos 80. Participei do movimento estudantil, principalmente no CA de Serviço Social, curso em que me graduei. Tornei-me professora da UNEMAT/Cáceres nos anos 90, instituição em trabalho até hoje e onde fundei o Centro de Referência em Direitos Humanos Profa. Lúcia Gonçalves.

Também fiz mestrado em Ciência Política e doutorado em Ciências Sociais. Nos anos 2000 fui aprovada em concurso público para Gestora Governamental do governo estadual. Fui candidata à reitoria da UNEMAT em 2010 e neste ano, quando obtivemos 35% dos votos em menos de um mês de campanha, enfrentando um grupo que dirige a Universidade há mais de 20 anos. Também atuei como dirigente sindical à frente da Associação dos Docentes (ADUNEMAT) nos anos 90 e na gestão 2016/2017.

Então, num quadro de candidaturas de homens brancos, todos representantes dos interesses do agronegócio e sócios do golpe, o PT precisa garantir o palanque para Lula em Mato Grosso. A indisponibilidade de lideranças caras como os companheiros Ságuas, Abicalil, Lúdio não pode significar ausência de protagonismo do PT no estado.

Nesse quadro, é preciso ter consciência de que as eleições de 2018 podem ser a legitimação final do golpe, caso os golpistas consigam eleger maioria de seus representantes para os governos e casas legislativas. As forças populares precisam enfrentar e vencer eleitoralmente as candidaturas do golpe e assim reverter o retrocesso contra os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

Pois vivemos um Estado de Exceção. O golpe contra o governo do povo, representado pela primeira mulher Presidenta da República, além de misógino, foi o símbolo mais violento do ardil construído ao longo dos anos contra o governo popular. Entre os golpistas estão muitos daqueles que, mesmo cerrando fileiras na base de nosso governo, nunca representaram os interesses da classe trabalhadora.

O massacre midiático ao PT, a criminalização de lideranças e a prisão de Lula mostram o vale-tudo das elites para se apropriar do Estado e atingir seus interesses. Por isso Lula é preso político, condenado sem provas num processo jurídico fraudulento.

Mas os golpistas enfrentam a grandeza e resistência do PT e de militantes sociais, intelectuais, artistas que se opuseram ao governo do retrocesso. Esse movimento impediu os golpistas de consagrarem a vitória sobre nossa luta. O resultado é expresso nas pesquisas: metade da população acredita que houve golpe e Lula segue disparado na preferência do povo, visto como candidato com melhores condições de enfrentar a crise.

Como o PT é feito de muitos braços na luta, me coloco com o apoio de ampla parcela do partido que anseia por candidatura própria. Caso seja entendimento do Diretório do PT/MT, estou pronta para assumir este desafio e sustentar o palanque de Lula Presidente como candidata a Governadora deste estado, onde nasci, cresci e criei minha família.

* Professora da Unemat, 51 anos, gestora governamental e doutora em Ciências Sociais


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