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450 milhões de animais são atropelados por ano nas rodovias do Brasil

O atropelamento de fauna silvestre nas rodovias brasileiras é considerado um dos fatores que impactam diretamente a conservação da biodiversidade no Brasil. O tema está sendo discutido em evento na cidade de Cuiabá, na Universidade Federal de Mato Grosso, que termina nesta terça-feira (21/10). 

Teve início na segunda-feira e acontece nos dois dias, nos períodos matutino e vespertino, no auditório do Curso de Medicina (UFMT). A mobilização em torno desse assunto tem abrangência nacional e eventos similares já aconteceram em Campo Grande (MS) e em Curitiba (PR). Os dados estatísticos sobre atropelamento de fauna no Brasil revelam números impressionantes.   

Participam profissionais como professores e alunos da UFMT, de cursos afins; servidores da Polícia Rodviária Federal que atuam em MT, representantes de empresas públicas da área ambiental; e de empresas que atuam na construção e manutenção de rodovias; de organizações não governamentais e profissionais liberais.

O Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras estima que 450 milhões de animais anualmente, são atropelados.
O Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras estima que 450 milhões de animais anualmente, são atropelados.

O Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras estima que 450 milhões de animais anualmente, são atropelados, nos quase dois milhões de quilômetros de estradas que cruzam o nosso território. Isso quer dizer que a cada segundo, 17 animais são mortos vítimas de atropelamentos no país. 

 A reunião é coordenada pelo Prof. Alex Bager e faz parte do Programa Eco.Estradas Pantanal. Bager é coordenador do CBEE e um dos criadores do Urubu Mobile, aplicativo para celular que ajuda a identificar e, principalmente, contabilizar o número de mortes de animais por atropelamento no Brasil, permitindo que qualquer pessoa colabore. 

“O problema não é só com a fauna silvestre, mas com toda a sociedade. Um atropelamento de espécie de médio a grande porte, por exemplo, além de afetar o animal, causa perda de vidas humanas. Há também o dano material que geralmente esses atropelamentos causam. Por essa razão, medidas mitigatórias são urgentes”, afirma Alex Bager. 

O evento é realizado através de parceria que envolve a Fundação Neotrópica do Brasil e o CBEE, com apoio da UFMT. Ao final do encontro, nesta terça, será concluído um documento com propostas mitigadoras para o atropelamento. Esse planejamento estratégico, produzido com todos os participantes, relaciona-se com a construção da Rede Estrada-Viva MT, iniciativa que vai sugerir e implementar soluções que reduzam o impacto causado pelas estradas à biodiversidade.

 

Do 24 Horas News.

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