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A importância de saber discernir

Por Donizete Carmelo Silva

Donizete Carmelo Silva
Donizete Carmelo Silva

A essência da mudança não se resume apenas em continuar comparando a gestão do passado com a atual.  Cada uma, na sua época, teve seus avanços, tropeços e retrocessos. Entretanto, são as ações que estão acontecendo no presente que, para alguns analistas, já deixam vislumbrar o futuro da cidade e de seus governantes. Com efeito, o compromisso de colocar em prática um novo modelo de governar a cidade e de valorizar os companheiros é recorrente nas campanhas eleitorais. Porém, o que o vencedor do pleito não previa é que a ruptura dos modos questionáveis que imperavam no município, não se concretizam da noite para o dia, principalmente quando alguns companheiros são esquecidos,  como protagonistas da proposta ganhadora. Por isso, não basta pensar que valorizar a parte irá contentar o todo. É importante para um governante saber manter em harmonia a maioria dos integrantes do grupo que iniciou o projeto de construção da sociedade que se almeja construir.

Neste contexto, é relevante saber discernir quais foram as transformações ocorridas na atual gestão como um todo. Se as medidas tomadas foram significativas para atingir, de forma racional, todos os setores. É preciso atentar, por exemplo, o por quê de, numa reforma administrativa, o meio ambiente, a agricultura, o turismo e a cultura são sempre deixados em segundo plano. Há também mudanças pontuais implementadas por alguns gestores que são elogiáveis. Entretanto, percebe-se que, neste período inicial, pelo menos na maioria dos municípios, o tempo de um novo caminho era apenas um sonho e nada mais.

Os adeptos deste novo tempo entendem que a prefeitura municipal não deve ser um cabide de emprego. Mas, a máxima de quem ajudou a eleger também é responsável por ajudar a governar, é verdadeira. E esta ajuda não passa necessariamente por preencher mais um cargo na administração. Muitos querem apenas ser reconhecidos, de uma forma ou de outra. Ignorar esta premissa é “dar sopa” para o azar. Porém, é bom esclarecer que discordar do que está sendo feito não significa desacreditar nas transformações tão almejadas pelos eleitores. De fato, a alteração praticada só tem sua eficiência evidenciada quando o grupo é valorizado na defesa do bem comum e na valorização do ser humano.

Portanto, a conversão política de fato acontece quando há uma mudança de consciência de administração e não só de pessoas. E um dos sinais que está no caminho certo é quando o prefeito, por exemplo, escolhe o seu “staff” pelas suas qualidades e não pela sua posição social ou pelo valor que este investiu na campanha. Por outro lado, também é uma virtude renovadora, quando nenhum dos componentes abandona o grupo apenas para conseguir algum tipo de privilégio. Em um contexto geral, quando começa a evidenciar que o interesse do coletivo sobrepõe o individual, o povo torna-se realmente protagonista de sua história e o gestor passa de fato a ser instrumento na concretização desta sociedade idealizada.

 

*Donizete escreve este como observador político*

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