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Abertura improvisada de 10 leitos de UTI livra Rondonópolis de ‘lockdown’

Gazeta Digital

A abertura improvisada de 10 leitos de UTIs na UPA de Rondonópolis (204 km Sul da Capital) salvou o município de determinar o fechamento do comércio e da indústria local e permitir somente o funcionamento de serviços essenciais. A secretária municipal de Saúde, Izalba Dias de Albuquerque, informou que sem os leitos abertos de forma emergencial a cidade teria na terça-feira (2) 66% de ocupação em leitos de UTIs e com 70% de ocupação será determinado o chamado ‘lockdown’, medida mais rígida de restrição. 

A secretária disse que esses 10 leitos serão instalados de forma definitiva no Hospital Municipal de Referência à Saúde da Família Dr. Antônio dos Santos Muniz, mas a unidade passa por reforma e a prefeitura decidiu desabilitar os leitos no Ministério da Saúde e custear com recursos próprios a empresa que presta os serviços de atendimento na UPA. Segundo ela, os leitos representam 33% das UTIs da cidade e com eles Rondonópolis tem 48% de ocupação, graças aos leitos da UPA. 

Izalba disse que não se acha no mercado respiradores por menos de R$ 300 mil. Ela considera o valor abusivo e disse que não dá para comprar. Com isso, fez uma solicitação de 10 leitos ao Ministério da Saúde e trabalha em articulação para que o governo do Estado mande mais leitos para a cidade. 

“Estamos torcendo, pedindo a Deus para que tenhamos mais leitos, porque não é só para Rondonópolis, é para região sul e para as pessoas que passam pela cidade. Nós temos pacientes de todo o Brasil, 3 pacientes não são nem do estado”, disse.

Ela destacou que se faltar leitos a cidade terá que mandar pacientes para serem atendidos em Cuiabá e que a Capital passará a ter uma disputa entre pacientes do estado todo por uma vaga. A cidade tem 32 leitos para atender casos de covid-19, sendo 10 na UPA, 10 no Hospital Regional, 10 na Santa Casa de Rondonópolis e dois em um hospital particular da cidade. 

Em boletim de quarta-feira (4) Rondonópolis disse que os pacientes internados na cidade vieram de fora. São de 4 de Primavera do Leste e um de São Domingos do Maranhão (MA), um de Andradina (SP), um de Uberlândia (MG), um de Caieiras (SP), um de Pedra Preta (SP), um de Alto Araguaia, um de Campo Verde e um de Itiquira.   

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