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Após assassinar juíza, ex-marido chora, pede perdão e diz que ela o humilhou

Da Redação - Flávia Borges
Da Redação – Flávia Borges . Foto TJ MT

Evanderly de Oliveira Lima, de 45 anos, acusado de assassinar a ex-esposa, juíza Glauciane Chaves de Melo, em junho de 2013, afirmou que “perdeu a cabeça” diante da negativa da magistrada em reatar o relacionamento.

Ele foi ouvido na tarde desta terça-feira (28) e afirmou por diversas vezes que cometeu o crime por ter perdido o controle da situação. No início do depoimento, se emocionou e chegou a chorar.

“Em momento algum eu entrei no Fórum para executar a juíza. Naquele dia, perdi a cabeça. Ajoelhei aos pés dela. Ela se exaltou, me chamou de fracassado, de gigolô e disse que eu não tinha dignidade”, afirmou o acusado. Em seguida, acrescentou que na época não estava bem psicologicamente por conta da separação. “Hoje sinto falta dela, falta da felicidade. A pior prisão é a sentimental, não consigo esquecer e nem parar de pensar nela”, revelou.

De acordo com o réu, no dia do crime ele foi ao Fórum para mais uma tentativa de reconciliação. Contudo, a juíza teria dito que já estava em outro relacionamento e, por isso, começaram a discutir. “Ela disse que não tínhamos mais nada a conversar e que eu poderia me retirar da sala. Perdi a cabeça, perdi o controle e efetuei dois disparos. Não foi por amor, ela me rebaixou, me senti um inútil ali”, contou Evanderly.

Questionado pelo magistrado presidente do Tribunal do Júri, Carlos Augusto Ferrari, o réu afirma estar arrependido. “Eu me arrependo demais, penso em minhas filhas, minha família e na família dela. Imagino a dor e o sofrimento da dona Lourdes, mãe da Glauciane. Peço perdão a ela pelo que eu fiz, pela dor que estou causando. Estou aqui e vou ter que pagar pelo meu erro custe o que custar”, disse.

 

Do Olhar Direto

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