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ARAGUAIA 2023: Euca Energy pode entrar em operação até 2023

A Euca Energy, empresa constituída no ano passado por Gilberto Goellner, dono do grupo Girassol Agrícola, para produzir celulose em Mato Grosso (MT), pode entrar em operação entre 2022 e 2023. O empresário, que já tinha áreas plantadas de eucalipto na região, está buscando um comprador para o projeto, que prevê investimentos de US$ 3,2 bilhões.

De acordo com Goellner, há conversas avançadas com potenciais compradores e um acordo pode ser fechado no primeiro trimestre. Há alguns meses, um consórcio formado por produtores de celulose e papel da China estava avaliando o empreendimento, mas a forte queda dos preços da celulose e a guerra comercial entre o país asiático e os Estados Unidos assustaram os interessados naquele momento.

Segundo o empresário, que participou ontem do tradicional café da manhã da Pöyry em São Paulo, haverá uma nova rodada de conversas com investidores estratégicos europeus e asiáticos para mostrar detalhes do empreendimento, no início de novembro. “Estamos conversando com consumidores de celulose e operadores que poderiam compor uma joint venture”. Em seguida, em 22 de novembro, a Euca promoverá um evento no município de Alto Araguaia, onde ficará a fábrica, para debater os desafios e oportunidades com a instalação de uma linha de celulose na região.

O empresário disse ainda que há brasileiros interessados no projeto e já tem madeira suficiente para garantir o início de operação. “Temos mais de 100 mil hectares assegurados, entre madeira própria e opções, para a partida”, comentou. A própria Girassol Reflorestadora, produtora de eucalipto de Goellner, será fornecedora.

Para costurar acordos com outros fornecedores de madeira e proprietários de terra em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, a Euca Energy está trabalhando com a Maxitree, empresa paulista de gestão de ativos florestais. No setor, havia dúvidas quanto à disponibilidade de madeira para o projeto, mas Goellner diz que, além do suprimento garantido para o início de operação, há outros 300 mil hectares “a curta distância” que poderiam suprir as necessidades futuras de matéria-prima.

A unidade terá capacidade de produção de 2 milhões de toneladas por ano, mas a infraestrutura prevista no projeto de engenharia contempla a possibilidade de instalação de uma segunda linha com a mesma capacidade. O banco Morgan Stanley foi contratado para encontrar compradores para o projeto. O plano é entregar aos investidores uma operação já estruturada, desde o fornecimento de madeira à logística para escoamento da fibra, via rodovia ou ferrovia da Rumo. Os novos sócios seriam responsáveis pelo financiamento do projeto.

Fonte: Valor Econômico

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