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Brasil tem 57 mortos e 2.433 casos do novo coronavírus

Durante a entrevista coletiva em que os números foram anunciados, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), falou sobre a possibilidade de deixar o cargo.

O Brasil tem 2.433 casos confirmados do novo coronavírus (COVID-19), com um total de 57 óbitos. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (25). As novidades desse boletim são uma morte no Amazonas, uma em Pernambuco e uma no Rio Grande do Sul. São Paulo tem 48 óbitos e o Rio de Janeiro, seis.

São Paulo é o estado com o maior número de casos — 862 no total. Depois vêm Rio de Janeiro (370), Ceará (200), Distrito Federal (160), Minas Gerais (133), Rio Grande do Sul (123) e Santa Catarina (109).

Ontem, o total de casos no Brasil era de 2.201, com 46 mortes. 

Boletim epidemiológico do novo coronavírus (COVID-19), divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (25). Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Ministro nega demissão 

Durante a entrevista coletiva em que os números foram anunciados, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), falou sobre a possibilidade de deixar o cargo.

“Eu não saio daqui. Saio daqui quando acharem que eu não devo mais ficar, o presidente que me nomeou, se eu ficar doente ou se eu sentir que eu não sou mais necessário, quando a crise tiver passado”, disse.

Ele também ponderou o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), especificamente, sobre os processos de quarentena diferentes em cada estado. Para ele, é preciso tomar cuidado com as especificidades de cada região e com os serviços essenciais.

“Tem ações que foram tomadas que impedem o funcionamento do próprio sistema de saúde”, disse, adotando um discurso conciliador entre estados, municípios e União.

Segundo Mandetta, “A gente tem que melhorar esse negócio de quarentena, ficou muito desarrumado, não ficou bom. Foi precipitado, foi cedo. Foi uma sensação de ‘entramos, e agora como saímos?'”.

“As pessoas precisam saber quando a quarentena termina. O prazo final precisa ser dito, por isso, não é uma medida que se toma do nada. É preciso planejamento”, afirmou o ministro, que deixou a entrevsta coletiva antes das perguntas dos jornalistas. 

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse que a pasta enfrenta dificuldades com a redução do número de voos no país e o fechamento de rodovias. “As regiões Norte e Nordeste ainda não receberam os equipamentos de segurança para fazerem o atendimento correto das pessoas infectadas por falta de voo”, comentou.

No Distrito Federal, a campanha de vacinação está sofrendo mudanças no cronograma por causa de bloqueios em Catalão (GO). Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o caminhão que trazia 216 mil doses atrasadas foi barrado no meio do caminho. Nos dois primeiros dias, 50% dos idosos já foram vacinados.

Ontem, Bolsonaro usou um pronunciamento nacional de TV e rádio para criticar as restrições adotadas por governadores e prefeitos, e voltou a classificar o COVID-19 como “gripezinha”. Hoje, disse que o comércio deve ser aberto e que “a saúde dos idosos e portadores de comorbidades” deve ser preservada. O presidente foi contestado por representantes de vários setores

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, para implementar o isolamento vertical para idosos e doentes crônicos pedido por Bolsonaro hoje, é preciso conhecer a doença e esperar mais tempo fazendo testes. Por enquanto, isolamento continuará sendo horizontal, ou seja, todas as pessoas precisam ficar em casa.

Fonte: Guilherme Venaglia e Natália André Da CNN, em São Paulo e em Brasília

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