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Cinco jovens são mortos em uma semana, em Santa Helena de Goiás

Três crimes ocorreram em intervalo de 1h e podem ter ligação, diz polícia. Violência atípica preocupa moradores da cidade de 36 mil habitantes.
Três crimes ocorreram em intervalo de 1h e podem ter ligação, diz polícia.
Violência atípica preocupa moradores da cidade de 36 mil habitantes.

Três jovens foram mortos a tiros em um intervalo de uma hora, na noite de terça-feira (9), em locais diferentes de Santa Helena de Goiás, no sudoeste goiano. Os crimes ocorreram uma semana depois do assassinato de um jovem e de uma adolescente, de 16 anos, na cidade. A violência preocupa os moradores do município de pouco mais de 36 mil habitantes.

Na terça-feira, Mário Cesar de Oliveira Arantes, 23 anos, e Jamilson Ferreira de Araújo, 24, estavam em um bar do Setor João Martins Assunção quando foram baleados. De acordo com a Polícia Civil, três homens entraram no local, se sentaram em uma mesa e, instantes depois, atiraram contra as vítimas.

O rapaz mais velho chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital de Urgências de Santa Helena de Goiás (Hurso). Os suspeitos fugiram.

Cerca de uma hora depois, dois homens em uma motocicleta vermelha atiraram contra Edi Carlos Dias da Silva, de 26 anos, e Cristiano Tavares, 27,  que estavam conversando em uma calçada do Bairro Tempo Novo. Edi morreu no local, Já o amigo dele foi socorrido e encaminhado ao Hurso, onde segue internado em estado regular.

Responsável pelos casos, o delegado Thiago Latorre acredita que os assassinatos estejam relacionados.“Há indícios de que sejam as mesmas pessoas devido aos veículos que usaram. No bar, os suspeitos fugiram em um veículo preto, e testemunhas notaram que havia uma motocicleta vermelha dando cobertura. No outro local, foi o inverso”, explicou ao G1.

Até a manhã desta quinta-feira (9), nenhum dos suspeitos foi preso. Segundo o delegado, ainda não foi possível identificá-los. Inclusive, o sobrevivente foi ouvido e disse que não reconheceu o passageiro nem o piloto da motocicleta.

Dupla executou jovem que conversava com amigo em calçada (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Dupla executou jovem que conversava com amigo
em calçada (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Para Latorre, os homicídios podem estar relacionados a outro crime, ocorrido em 13 de junho, em frente ao fórum da cidade. Na ocasião, um homem morreu e outro foi baleado. “Esse crime motivou uma briga entre esses grupos. Devido a dificuldade em executar os integrantes da turma, eles executaram amigos deles”, acredita.

Morte de casal
Já na noite de 1º de julho, Eliane Bezerra da Silva, de 16 anos, e o amigo Edimilson Alves de Jesus, de 22, estavam sentados em um banco em frente a escola do Setor Rodrigues, quando foram alvejados por dois homens em uma motocicleta. Segundo o delegado, a adolescente morreu no local. O rapaz chegou a correr por cerca de 80 metros e caiu.

Um jovem de 24 anos foi preso suspeito de cometer o crime. Segundo o delegado, ele estava ameaçando o rapaz executado por causa de outra jovem, de 22 anos. “Os dois tinham um relacionamento com ela. O suspeito é pai da filha dessa menina. Já a vítima namorou a menina anteriormente e tinha um relacionamento eventual com ela”, explica Latorre.

Rapaz e amiga foram mortos em frente a escola (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Rapaz e amiga foram mortos em frente a escola (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

De acordo com a polícia, uma testemunha descreveu a aparência dos autores do duplo homicídio e, a de um deles, coincide com a do jovem detido. O suspeito nega à polícia a participação no crime. O cúmplice dele ainda não foi identificado. O delegado investiga qual a motivação para o assassinato da adolescente.

Medo
Os cinco homicídios foram registrados em um período de sete dias. A quantia é maior do que o ocorrido durante o restante do ano, de janeiro até o final de junho, quando aconteceram três assassinatos. “Este é um mês atípico. Até então, se comparado aos municípios do mesmo porte, Santa Helena era a cidade com menos homicídios no ano”, diz.

O aumento da violência preocupa a população. “A gente fica com medo até de sentar em um barzinho e de ser vítima”, afirma a secretária Leidiane Alves Machado.

Muitos moradores alteraram suas rotinas, como o empresário Antônio Lemes. “Tenho um filho, quando ele sai para a casa da namorada eu vou buscar, não tenho coragem de deixá-lo vir sozinho mais, fica difícil. Ele sai para a faculdade e a gente fica com medo, sem saber se ele volta para casa”, teme.

 

Fonte: G1 GO

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