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Enfermeiro começa a ser julgado pela morte de ex-esposa juíza, em Alto Araguaia

Começou por volta das 09h30 no Tribunal do Júri da Comarca de Alto Araguaia (415 km ao Sul de Cuiabá) o julgamento do enefermeiro Evanderly de Oliveira Lima. A sessão está sendo presidida pelo magistrado Carlos Augusto Ferrari, titular da 1ª Vara Criminal. O réu é acusado de assassinar sua ex-esposa, a juíza Glauciane Chaves de Melo, em junho de 2013.

Carlos Andre/Alto AraguaiaTribunal do Juri Evanderly O réu de camisa branca
Carlos Andre/Alto Araguaia. Tribunal do Juri Evanderly
O réu de camisa branca

A segurança no Fórum da cidade está sendo realizada por 20 policiais militares, que ficarão até o fim do julgamento. De acordo com a sub-tenente da Polícia Militar, Joilma Tavares, são policiais do próprio município e equipes da Força Tática e do Fórum de Rondonópolis. Além disso, seis agentes penitenciários estão acompanhando o réu.

Pelo menos 200 pessoas estão no Fórum da cidade acompanhando o julgamento que deve durar até 16 horas, mesmo o réu sendo confesso. A sessão do Tribunal do Júri deve terminar por volta de meia-noite.

O réu está no Fórum de Alto Araguaia e os jurados que vão compor o Conselho de Sentença já foram sorteados. São três homens e quatro mulheres. A previsão é de que sejam ouvidas oito testemunhas, sendo três delas comuns à acusação e defesa. Em seguida, será ouvido o réu. Após as oitivas inicia-se o debate, com manifestação dos advogados de defesa e do Ministério Público. Após essa etapa os jurados se reúnem em uma sala separada para votação e, por fim, o presidente da sessão profere a sentença.

Evanderly foi recambiado de Cuiabá para Alto Araguaia na noite de segunda-feira (27). A segurança está reforçada pelo clamor popular devido o crime. A juíza assassinada por ele era bem quista na cidade e por diversas vezes a população o ameaçou de linxamento.

De acordo com o juiz Carlos Augusto Ferrari, o Tribunal do Júri é uma das principais manifestações da democracia no país e está previsto no Código de Processo Penal. Vão ao julgamento popular réus acusados de crimes dolosos contra a vida, tentados ou consumados.

O CASO

Evanderly de Oliveira Lima era ex-marido da juíza Glauciane Chaves de Melo, juíza em Alto Taquari na época do assassinato. Ele é acusado de praticar crime de homicídio qualificado por motivo torpe, com utilização de recursos que tornaram impossível a defesa da vítima.

De acordo com o relatado, em 7 de junho de 2013, ele invadiu a sala de audiência do fórum para conversar com a magistrada. Ao tentar reatar a relação, eles discutiram momento em que o acusado sacou a arma que portava e atirou três vezes contra Glauciane.

Inicialmente o júri seria realizado em Alto Taquari, entretanto o advogado pediu para ser julgado em outra comarca alegando que na cidade o crime causou grande comoção social, e por conta da grande influência social que a juíza tinha na cidade, o que poderia prejudicar o julgamento.

O primeiro pedido de desaforamento do júri foi para Rondonópolis, que foi negado. Em seguida solicitou o julgamento na Comarca de Alto Araguaia, sendo aceito.

 

Fonte: Hipernotícias

 

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