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Família tem porca de estimação que usa mamadeira e rede social em MT

Adotada pela família Martins, em Cuiabá, porquinha Lola Morgana toma leite sem lactose na mamadeira. (Foto: Natália Lorentz / G1)
Adotada pela família Martins, em Cuiabá, porquinha Lola Morgana toma leite sem lactose na mamadeira. (Foto: Natália Lorentz / G1)

Fonte: G1 – MT

Uma família de Cuiabá mantém há pouco mais de dois meses em casa uma porquinha como animal de estimação. Hoje com três meses de vida, a porca foi dada de presente à família quanto tinha apenas 20 dias e convive na casa com outros 18 animais (11 gatos e sete cachorros), mas recebe tratamento diferenciado: “Lola Morgana”, como foi batizada pela família, sai regularmente de casa para passear, usa cremes hidratantes, chupetas, mamadeiras e tem até seguidores em uma rede social na internet.

Chupeta é um dos mimos que Lola recebe dos donos em casa. (Foto: Ana Carolina Paganotti/ Arquivo Pessoal)
Chupeta é um dos mimos que Lola recebe dos
donos em casa. (Foto: Ana Carolina Paganotti/
Arquivo Pessoal)

Dona da porquinha, a empresária Ana Carolina Martins, de 21 anos, conta que o animal foi recebido pela família como um presente quando a mãe, Sandra Martins, esteve doente com hipertireoidismo. “Eu sempre quis um porco e então ela chegou quando eu estava doente. Eu cuidei dela e ela cuidou de mim. Foi o que ajudou na minha recuperação”, comenta a mãe.

Ana Carolina assegura que, na casa, Lola Morgana interage bem com os demais animais, mas usufrui de uma série de cuidados especiais, que começam na alimentação.

Embora porcos costumem comer de tudo, Lola segue uma dieta rigorosamente controlada desde que sofreu uma pequena intoxicação alimentar assim que passou a  ser criada pela família, que só oferecia fruta e leite para o animal.

“Tivemos que reeducá-la”, relata Ana, contando que Lola atualmente se alimenta três vezes ao dia: de manhã e de tarde, uma fruta (as preferidas são maçã, banana e melancia); no almoço e à noite, farelo de arroz, milho e quirela. Além disso, Lola – que pesa 11 quilos – também tem o costume de tomar duas mamadeiras de leite sem lactose quando demonstra estar com mais fome.

Família em Cuiabá tem porca de estimação que usa mamadeira e rede social. (Foto: Reprodução/Instagram)
Família em Cuiabá tem porca de estimação que usa mamadeira e rede social.
(Foto: Reprodução/Instagram)

Além disso, Lola dorme no mesmo quarto onde dormem Ana e a mãe, aconchegada dentro da gaveta de um armário, com a cabeça para fora. A “cama” de Lola ainda conta com uma coberta, um ursinho de pelúcia e uma chupeta.

Lola também recebe cuidados “estéticos”. Por recomendação de uma veterinária, a família costuma aplicar creme hidratante neutro na pele da porquinha para não se ressecar, uma vez que ela não tem o costume de tomar banho de lama como os demais de sua espécie.

Lola Morgana tem seguidores em rede social. (Foto: Reprodução/Instagram)
Lola Morgana tem seguidores em rede social.
(Foto: Reprodução/Instagram)

“Ela não sabe que é uma porca. Eu tentei fazer ela tomar o banho de lama, mas ela não quis”, brinca Sandra.

A família não sabe exatamente quanto gasta por mês em cuidados para a porquinha, mas estima que a cifra seja alta. E, fora o investimento, há os custos com a bagunça: Lola tem por hábito “comer” os móveis da casa.

Fora de casa, Lola também tem hábitos inusitados para um porco. Assim como cães de estimação, ela é levada para passear na rua (com coleira e guia) pelo menos uma vez por semana, conta Ana. “As pessoas tiram fotos de longe, porque não é normal ver um porco no dia a dia”, diz a dona.

Com o “sucesso” nas ruas, a família também criou uma conta em uma rede social para a porquinha para registrar o dia-a-dia do animal com fotos. A página “Lolapoquinha” tem mais de 100 seguidores.

Na foto, Lola Morgana recebe carinho da dona Ana Carolina perto da Arena Pantanal, em Cuiabá: porquinha sai para passear com guia e coleira ao menos uma vez por semana. (Foto: Natália Lorentz / G1)
Na foto, Lola Morgana recebe carinho da dona Ana Carolina perto da Arena Pantanal, em Cuiabá: porquinha sai para passear com guia e coleira ao menos uma vez por semana. (Foto: Natália Lorentz / G1)

Animal dócil
Apesar de inusitada, a criação de porcos como animais de estimação não é de todo inadequada, segundo o veterinário João Garcia Caramori Júnior, chefe do Departamento de Ciências Básicas e Produção Animal (DCBPA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Segundo ele, o porco é um animal que pode viver e ser criado em ambiente doméstico.

“Se criar com condições de higiene, não prejudica nem a saúde pública e nem a do animal”, afirmou ao G1. De acordo com o veterinário, a alimentação necessária para o animal é à base de farelo de milho, soja, proteínas e minerais. Outros alimentos não são necessários para a nutrição do animal.

Além disso, na opinião do veterinário, Lola não poderia ter condições de voltar a conviver com outros porcos porque o comportamento dos animais varia conforme a criação. “O porco criado nas granjas normalmente é um animal arisco, mas, criado com amor, ele fica dócil”.

Porquinha 'Lola Morgana', com 3 meses e 11 kg, foi presente para a família. (Foto: Nathalia Lorentz/G1)
Porquinha ‘Lola Morgana’, com 3 meses e 11 kg, foi presente para a família. (Foto: Nathalia Lorentz/G1)

 

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