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MINEIROS: Alunos que fraudaram vestibulares de medicina serão expulsos, diz Famp

Grupo cobrava até R$ 150 mil por vaga e pode ter lucrado R$ 9 milhões.Entre os presos por cometer o esquema está o ex-diretor da faculdade, em GO.

Do G1 GO

A Faculdade Morgana Potrich (Famp) informou que vai expulsar alunos que tiverem envolvimento com o esquema de fraudes em vestibulares de medicina da instituição localizada em Mineiros, no sudoeste goiano. Segundo a Polícia Civil, as vagas para entrar no curso eram comercializadas por até R$ 150 mil, o que pode ter gerado um lucro de R$ 9 milhões.

Em nota, a faculdade destacou ainda que está colaborando com as investigações e que o problema ocorreu na administração de antigos gestores.

A operação foi realizada na quinta-feira (10). Três pessoas foram detidas em Goiânia – entre elas um ex-diretor da Famp – e duas em Mineiros. De acordo com o delegado Marcos Guerini, responsável pelo caso, os criminosos agiam de forma coordenada.

“Havia diversas formas de atuação, entretanto, a organização era muito profissional. Havia os aliciadores, as pessoas que atuavam diretamente dentro da administração da faculdade e pessoas que faziam o recebimento do dinheiro”, destaca.

Sobre a forma como o valor das vagas era definido, o delegado explicou que isso dependia do poder aquisitivo do interessado. “O critério é ‘me dá o que você tem’. Ou seja, a ânsia era vender a vaga. Quem podia pagar mais, cobravam mais. Quem podia pagar menos, cobravam menos. Aceitavam diversos valores e veículos na negociação”, pontua.

Faculdade de medicina é suspeita de vender vagas, em Mineiros, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Faculdade de medicina é suspeita de vender vagas, em Mineiros, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Investigação
A investigação começou em outubro de 2015, após uma denúncia. “Surgiram boatos a respeito da possibilidade de venda na faculdade de medicina. A Polícia Civil, então, iniciou uma investigação e conseguiu localizar uma das pessoas que em tese teria comprado. Ele disse que negociou, identificou as pessoas que venderam a vaga para ele, mas que não foi matriculado”, explicou Guerini.

De acordo com a corporação, três vestibulares foram fraudados. Com isso, cerca de 200 alunos se beneficiaram do esquema. Para o delegado, os processos seletivos não passavam de uma simulação.

“O vestibular acabava sendo uma simulação porque quem tinha capacidade não entrava porque as vagas eram vendidas”, aponta o delegado.

Os detidos devem ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato. A corporação também investiga quais alunos foram beneficiados pelo esquema. Os estudantes também podem responder por estelionato.

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