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Moradores de Alto Araguaia sofrem com quedas constantes no fornecimento de energia elétrica

IMAGEM ILUSTRATIVA
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), comunicou que a conta de luz terá um novo aumento. A cor da bandeira tarifária será a amarela, o que significa um custo adicional de R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos.  A notícia surpreendeu moradores da cidade de Alto Araguaia (MT), que sofrem com quedas constantes no fornecimento de energia. Entre os meses de novembro e março, a situação se agrava, já que basta uma chuva mais intensa para que vários bairros na cidade fiquem sem eletricidade.

Heloísa Santos, 34, é moradora da Vila Aeroporto e diz que já perdeu alguns eletrodomésticos devido à oscilação de energia. “Já perdi uma geladeira e uma televisão, queimaram depois de um temporal. Tentei entrar em contato com a Energisa, mas é muita burocracia para dar entrada no processo e acabei desistindo”, relata a dona de casa que já se habituou a deixar aparelhos fora da tomada quando começa a chover.

Em casos como este, o Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) orienta que os consumidores entrem em contato com a companhia de energia elétrica e solicitem uma vistoria nos aparelhos danificados. Mas, nem sempre o processo é rápido e as reclamações são constantes.

Para Vatuze Giroldi, 25, o prejuízo é ainda maior. “Já ficamos duas horas e meia sem luz. Os clientes que estavam no bar acabaram indo embora, quem passava e via tudo apagado, nem parava. Perdemos verduras e alguns frios que estavam na geladeira.” Proprietária de um bar no município, a empresária relata que não chegou a procurar a companhia, “só para pedir que viessem religar, mas a demora nos fez fechar mais cedo”. Nestes casos, o Procon diz que é mais difícil conseguir a vistoria da concessionária, mas, afirma que o consumidor deve ir atrás de seus direitos.

No escritório da Energisa, companhia de distribuição de energia que atende o estado de Mato Grosso, em Alto Araguaia, ninguém soube informar exatamente como proceder em caso de equipamentos danificados ou estabelecimentos que perdem produtos como citado anteriormente, apenas indicaram o telefone da central da empresa para maiores esclarecimentos.

Caroline Lynch do eduardofernandouli.wixsite.com/jornalja

Notícia produzida para a disciplina de Jornalismo Local e Regional – Dezembro de 2016.

Foto capa: Marcos Cardial

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