‘’O silêncio dos inocentes’’, Por Reginaldo Pinheiro

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Reginaldo Pinheiro

A política é, ou deveria ser, assunto indispensável nas discussões sociais, sejam em rodas de amigos ou reuniões familiares. Entenda se política como arte de conversar para tomada de decisões ou defesa de interesses legítimos da sociedade, não a política partidária, panfletária, rasteira e pueril que alimenta determinadas disputas por poder eivadas por interesses nada republicanos tais como lastreados por Interesses pessoais que chegou a cunhar frases do tipo, ‘’É dando que se recebe’’, onde o agente político aliena bens ou serviços do erário público em prol de seu projeto particular de poder.

A indiferença com a política é um grande mal, e sem tempo determinado para deixar nossa sociedade, isso porque a participação do cidadão enquanto agente ativo do processo político,  se restringe a comparecer a urna eleitoral a cada dois anos e achar que sua parte foi feita, ai está o engano fatal, “donos” dos partidos políticos (Sim nosso sistema político permite que partidos tenham donos) selecionam dentre os seus, quem será candidato, restringindo a participação popular e desestimulando possíveis ideias inovadoras.

No tocante à administração ou à propositura legislativa, esse espaço ocupado na maioria das vezes por quem pouco se sensibiliza com o quadro social brasileiro, ficou evidenciado nesses últimos dias, quando ocorreram dois eventos em grande inversão de valores. O primeiro evento, sem importância alguma na vida prática do cidadão, teve grande repercussão nos meios de comunicação, principalmente na televisão, no caso a eliminação de Karol com K de um certo reality show, nada contra quem gosta desse tipo de programação, afinal, não vivemos na Coreia do Norte onde o governo escolhe o que as pessoas podem ver na tv.

Outro evento, esse sim de muita importância e que pode ter grande efeito em nossas vidas, ainda que esse efeito seja de forma indireta. Trata-se da proposta de emenda à constituição que já foi apelidada de PEC da impunidade. Nossos representantes aproveitando o “boi de piranha” Daniel Silveira e o silêncio da sociedade, redigiram a toque de caixa uma PEC que, com a desculpa de se defender das decisões monocráticas do STF, tornará deputados e senadores quase que impossíveis de serem presos, mesmo por corrupção que é prática comum no meio, conforme mostra as inúmeras investigações e operações policiais dos últimos anos.

Enfim, enquanto as preocupações estão voltadas para um reality show, quem assiste os canais voltados para a cobertura política vê velhas raposas da política brasileira argumentarem a favor dessa lastimável PEC.  Quando vemos políticos profissionais respondendo a diversos processos (muitos deles por corrupção) parabenizando PC’S como essa, tenham a certeza, bom para o Brasil não é, outrossim, lembrem-se, a classe política, havendo pressão popular, faz o que o povo quer, depende apenas de aglutinarmos da mesma forma que ocorreu com o movimento que eliminou Karol com K, assunto reduzido a uma monstruosa insignificância diante da relevância por exemplo da PEC da impunidade.

Dia desses um amigo questionou como se fazia ouvir em Brasília? Ora, como diz um velho ditado ‘’Uma andorinha só não faz verão’, é evidente que uma email de um único eleitor para seu deputado ou senador não fará diferença alguma, porém, se esse deputado ou senador abrir sua caixa de email e der de cara com milhares de email’s exigindo mudanças, postura e comprometimento com o eleitorado, tenham a certeza, esse agente político voltará a atenção para quem o elegeu, mesmo contra sua vontade, sabe por que?  Porque nós eleitores temos algo que eles querem muito…nosso voto e em troca desse ativo tão valorizado por eles e desprezado por nós, eles estão dispostos a tudo, inclusive trabalhar em prol da sociedade que é ou deveria ser premissa básica na representação política que hão de balizar nossa vida em sociedade.

 

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