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Recuperandos da unidade prisional de Alto Araguaia realizam trabalhos em prol da comunidade

Mesmo em período de pandemia, com as diversas restrições e medidas de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus, os reeducandos de Alto Araguaia, município a 421km a sudeste de Cuiabá, vêm conseguindo realizar, com segurança, vários serviços internos em favor de órgãos e entidades situados na cidade e também no município vizinho de Santa Rita do Araguaia (Goiás).

Com madeira apreendida judicialmente e doada à unidade prisional, os recuperandos construíram berços, mesas, cadeiras e camas, os quais foram doados para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), a Creche Municipal de Alto Araguaia, a Instituição de Longa Permanência Casa da Esperança Lar Tia Nega (voltada à proteção de idosos) e o Asilo Lucília de Carvalho (voltado à proteção de idosos).

Além disso, também confeccionaram para o Rotary Clube vários bancos de madeira, os quais serão leiloados pela entidade a fim de arrecadar fundos para a aquisição e reforma de cadeiras de roda, que são cedidas a pessoas com deficiências relacionadas à mobilidade. Ainda, a unidade prisional, sob a direção de Ailson Antônio de Freitas, disponibilizou a mão de obra dos recuperandos também para contribuir com a reforma de cadeiras de roda pertencentes ao Rotary.

Desde o início do período de pandemia, eles também vêm confeccionando milhares de máscaras de proteção para servidores públicos municipais, estaduais, entidades assistenciais e sem fins lucrativos, e para os próprios internos e agentes penitenciários, sendo beneficiados órgãos como secretarias municipais, Polícia Civil, Polícia Militar, entre outros. Só neste mês de setembro, foram fabricadas 300 máscaras de proteção, doadas à APAE, Lar dos Idosos e Casa de Apoio à Criança e Adolescente de Alto Araguaia.

Segundo o juiz de Direito Adalto Quintino da Silva, corregedor da unidade prisional, embora a pandemia tenha paralisado alguns projetos de trabalho externo que estavam sendo implementados, ela não impediu que os recuperandos continuassem com as atividades internas, viáveis graças à mão de obra cada dia mais qualificada dos internos e à estrutura disponível na unidade prisional, que conta com todo o maquinário necessário aos serviços de marcenaria e costura.

“Desse modo, são executados diversos trabalhos dentro da unidade, e com toda a segurança e prevenção de saúde, favorecendo não só os recuperandos, mas também toda a coletividade, especialmente os mais vulneráveis. A execução desses trabalhos, além propiciar a redução de pena, é fundamental para a constante qualificação da mão de obra dos internos, contribuindo para a sua ressocialização e reinserção no mercado de trabalho, sem falar que também aumenta a autoestima dos reeducandos, que se apercebem da importância do seu papel, e do quanto podem contribuir para a comunidade, fazendo o bem em prol daqueles que mais precisam, como idosos, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade”, assegurou o magistrado.

Lígia Saito (com informações da Comarca da Alto Araguaia)Coordenadoria de Comunicação do [email protected]

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