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Representatividade regional

 Donizete Carmelo SilvaO Retorno do Rei, Por Donizete Carmelo Silva

A região do vale do Araguaia sempre foi esquecida pela classe política de Mato Grosso, apesar das promessas eleitoreiras de proporcionar um desenvolvimento harmônico em toda a região, principalmente nas áreas de saúde, educação e comunicação. A grande barreira para o desenvolvimento da localidade foi a falta de um representante, principalmente no parlamento Estadual, que realmente atendesse as demandas e anseios do vale do Araguaia, que já foi conhecido como o “vale dos esquecidos”. Entretanto, em época de eleições, algumas lideranças re­jei­tam a can­di­datura de um filho legítimo do Araguaia por outros que defendem prioritariamente os in­te­res­ses da sua ter­ra natal, onde são co­bra­dos por elei­to­res de sua base eleitoral.

O vale do Araguaia ain­da é ca­ren­te. Pre­ci­sa de in­ves­ti­men­tos, in­fra­es­tru­tu­ra. Es­ta­mos pa­ti­nan­do ain­da em re­la­ção às ou­tras re­gi­ões. E sa­be­mos que uma das causas de tu­do is­so é a falta de re­pre­sen­ta­ti­vi­da­de política da região. Alguns Deputados do norte, por exemplo, que ga­nham vo­tos no Araguaia, não têm com­pro­mis­sos com as ci­da­des da região. De fato, basta fazer um levantamento dos que foram eleitos deputados Estaduais na última eleição e tiveram votos aqui pra verificar o que eles fizeram para sua terra de origem e o que fizeram por esta região. Vão perceber claramente para onde eles direcionaram toda sua for­ça po­lí­ti­ca. Por outro lado, deixando esta lógica simples de lado, vamos para a realidade local, onde temos postulantes que colocaram seus nomes para serem apreciados pelos eleitores, a fim de serem os representantes exclusivos da região do Araguaia. Basta analisar o perfil de cada um e escolher livremente o que melhor poderá representar esta promissora região. É preciso entender que o primei­ro pas­so pa­ra er­rar ou acer­tar é es­co­lher. E se é pa­ra es­co­lher (cer­to ou er­ra­do), que se­ja al­guém da re­gi­ão. Pe­lo me­nos o escolhido es­ta­rá mais pró­xi­mo quan­do for­mos re­cla­mar ou pe­dir. Com efeito, o asfaltamento da MT 100, sentido Alto Araguaia a Ponte Branca, es­ta­ria num ou­tro pa­ta­mar se tivéssemos um Deputado da região para pe­dir, co­brar e exi­gir.

Neste contexto, no caso especifico da eleição para Deputado Estadual, o voto deveria ser regional, pois só assim a sociedade teria uma proximidade maior com aquele que fosse eleito, impedindo que o parlamentar prestigiasse apenas um determinado grupo ou região, se “esquecendo” de que os votos da região do Araguaia também o ajudaram a se eleger. Seria necessário globalizar as questões locais. Um bom deputado precisa pensar no bem comum da sociedade como um todo, como o avanço da plantação de cana de açúcar em Alto Taquari, a dificuldade para manter a UNEMAT em Alto Araguaia, o escoamento da produção de Alto Garças, o decréscimo populacional de Araguainha, a Evasão de receita do município de Ponte Branca, a dificuldade de transportar a produção agrícola de Riberãozinho e as alternativas de progresso para Torixoréu. Portanto, o voto não precisa ser contra ninguém, inclusive contra aqueles que vêm apenas de quatro em quatro anos pedir votos. Apenas, um voto de confiança, um voto de esperança em alguém que conhece de perto a necessidade da região e que o eleitor saiba onde encontrá-lo, sem precisar se deslocar até Cuiabá. Assim, com votos conscientes, teremos no parlamento Estadual um representante nascido no vale do Araguaia.

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