PERUCHI
NotíciasVariedades

Sintep vê risco e diz que retomar aulas seria “irresponsabilidade”

O presidente do Sintep, Valdeir Pereira, que se posicionou de forma contrária ao retorno às aulas

O presidente do Sindicado dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Valdeir Pereira, afirmou que a categoria é contra a volta às aulas no dia 4 de maio.

As aulas da rede estadual foram suspensas desde o dia 16 de março como medida de evitar a propagação do coronavírus. Esta semana o governador Mauro Mendes afirmou que as aulas podem voltar desde que, no dia 30 de abril, a ocupação de leitos públicos de UTI com o vírus seja inferior a 60%.

O sindicato, porém, acredita que o retorno ainda é precoce, pois a tendência em outros países é retomar as atividades escolares por último.

“Certamente é irresponsável. Nesse momento, em que no Mundo inteiro a última atividade a retornar são as escolares, para mim o Governo está desconsiderando tudo aquilo que são medidas para conter o avanço do coronavírus”, afirmou Valdeir.

O sindicalista explicou que a escola é um local de aglomeração e as crianças não conseguem respeitar o distanciamento mínimo de 1,5 metro.

“A escola, por essência, é um local de integração. Isso vai na contramão da medida do Governo de não haver aglomeração de pessoas. A escola é um local de aglomeração de pessoas. É inevitável, por exemplo, uma criança ter contato com outra”.

Outro ponto levantado pelo Sintep é de que os alunos podem se tornar vetores, uma vez que pode haver subnotificação dos casos de coronavírus. Com isso, colocam em risco outros estudantes, os profissionais da educação e as famílias.

“No Mundo inteiro, o número de pessoas que podem ter o vírus é muito superior ao que está sendo divulgado pela questão da testagem. Quando você pensa no espaço escolar e em uma criança na condição de levar o vírus para lá e para cá, nós temos escolas com 600 alunos por turno”, alertou Pereira.

Para o presidente do sindicato, a justificativa de que a maioria dos leitos de UTI não foi preenchida apresentada pelo Governo não deve ser critério para a volta às aulas. Segundo ele, se as atividades presenciais retornarem neste momento, os leitos serão ocupados por esses estudantes e professores.

“Se ele pensou em voltar às aulas para lotar os leitos que estão vazios, esse objetivo será alcançado o mais rápido possível. Os profissionais da educação que estão na condição de risco estarão expostos e vulneráveis. Se a intenção do Governo foi essa, em um curto espaço de tempo com o retorno das aulas, isso será possível”, afirmou.

Do Midia News

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar
Fechar