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Só dois deputados de Mato Grosso votam contra o impeachment de Dilma

Adilton Sachetti foi o primeiro mato-grossense a declarar seu apoio ao impeachment
Adilton Sachetti foi o primeiro mato-grossense a declarar seu apoio ao impeachment

A votação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) já não estava indo para a petista bem quando a bancada mato-grossense começou a votar, com 137 votos pelo afastamento e apenas 39 contra.

O deputado federal Adilton Sachetti (PSB) foi o primeiro de Mato Grosso a manifestar seu voto em relação ao processo de impeachment da presidente. Como já era esperado, o parlamentar votou a favor do afastamento da petista.

“Pela minha família, pela minha mulher que no momento luta pela vida, eu voto sim”, disse Sachetti.

O segundo da lista foi o peemedebista Carlos Bezerra (PMDB). Conhecido por ficar “em cima do muro”, neste domingo ele votou contra Dilma. Durante o seu voto, Bezerra falou de sua experiência na luta contra a Ditadura Militar, quando ele foi preso.

Antes da votação, Bezerra afirmou que não estava seguindo o apelo do vice-presidente Michel Temer (PMDB), líder de seu partido, mas estava tomando uma decisão por causa da governabilidade.

O líder da bancada de Mato Grosso, Fábio Garcia (PSB), já havia declarado que o Brasil vive um momento de paralisia completa e que o impeachment da presidente seria o início de um novo governo. Por isso, seu voto no plenário não gerou surpresa.

“Por um país mais justo, pela mudança, pela retomada da esperança, por um novo caminho, pelo meu Mato Grosso que tanto amo, pelos milhões de brasileiros que foram às ruas, pelos meus mato-grossenses, voto sim”.

Como já era de esperar, o petista Ságuas Moraes votou contra o impeachment
Como já era de esperar, o petista Ságuas Moraes votou contra o impeachment

Já Nilson Leitão (PSDB) reafirmou o posicionamento do seu partido, defendendo o afastamento de Dilma. Na sexta-feira (15), Leitão afirmou que a petista precisava se “reinventar como ser humano, não como presidente, não como petista, não como alguém que comanda um partido que se tornou uma quadrilha dentro da República”.

O representante do PSC, Victório Galli, votou a favor do processo de impeachment. “Já dizia Olavo de Carvalho, na década de 90, que o PT daria PT no Brasil, perca total”.

Dias antes da votação, o deputado afirmou que havia ficado “clara a demonstração inescrupulosa de fazer-se de tudo para manutenção do poder, usando-se de imoralidades e desrespeito aos cidadãos, parlamentares e instituições do país”.

Ságuas Moraes, o único representante do PT, sem surpresa nenhuma votou a favor de Dilma. Durante seu voto, o petista falou da atuação do ex-presidente Lula e de Dilma em Mato Grosso.

Valtenir disse que votaria pela ordem jurídica e foi contra o impeachment
Valtenir disse que votaria pela ordem jurídica e foi contra o impeachment

José Augusto Curvo, o “Tampinha”, que está no lugar do deputado Ezequiel Fonseca (PP), votou a favor do afastamento da presidente. Em 1992, Tampinha participou também do processo de impeachment do ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTB-AL).

Finalizando os votos de Mato Grosso, o deputado Valtenir Pereira (PMDB) acompanhou o colega Ságuas Moraes e foi contra o impeachment. O peemedebista disse que agiu com imparcialidade, como jurista.

“Eu vou votar de acordo com a ordem jurídica. Se chegar nesse plenário o processo de impeachment contra o Michel Temer com o mesmo fundamento desse processo, eu vou votar contra. Então já adianto, eu voto contra”, disse. (Fonte: Hipernoticias).

 

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