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Taques anuncia concurso para PM, delegado e técnico em necropsia

Reconhecendo alta criminalidade, Taques aposta no reforço de policiamento e investigação.
Reconhecendo alta criminalidade, Taques aposta no reforço de policiamento e investigação.

Reconhecendo a alta criminalidade em Mato Grosso, o governador Pedro Taques (PSDB) e a cúpula da Segurança Pública do Estado anunciaram na manhã desta segunda-feira (01) que haverá concurso público no setor ainda este ano, com provas em novembro, e posse prevista para fevereiro do ano que vem.

O concurso demonstra uma aposta no fortalecimento do policiamento de rua e investigativo para frear a violência na capital e no interior, um problema inflexível e de difícil controle, como mostram as estatísticas ano a ano.

Serão abertas 1.200 vagas para Polícia Militar e 1.200 para a Polícia Judiciária Civil, sendo 130 para delegados, além de 42 técnicos em necropsia, entre outras. Taques afirmou ainda que serão convocados, já em abril deste ano, 107 nomes do cadastro de reserva do último certame do Corpo de Bombeiros.

Após a demonstração do insuficiente incremento das corporações nos últimos anos, Taques afirmou que houve um abandono histórico do setor, já que o número de servidores não acompanhou o crescimento populacional do Estado. “Esses números são arrasadores e contra esses números não há argumentos”, disse o governador.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Fábio Galindo, afirmou, também reconhecendo o déficit, que este governo recebeu a pasta com 6.920 homens em janeiro de 2015, embora a meta de governos anteriores fosse a de chegar a 10 mil homens isso ainda no ano 2000.

Sobre a posse dos aprovados ocorrer somente em fevereiro do ano que vem, o governador justificou que o Estado está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e por isso não pode arcar com o aumento da folha de pagamento ainda em 2016.

Os chefes das corporações, que também assinaram o documento de lançamento do concurso, fizeram agradecimento público ao governador, reforçando que, sem o devido reconhecimento, fica difícil cumprir o papel de coibir a criminalidade.

De acordo com Taques, este concurso é uma das iniciativas com foco na busca pela “paz”, para que “um pai não fique preocupado se o filho vai chegar vivo às dez e meia da noite em casa”.

 

KEKA WERNECK – REPÓRTERMT

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