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UNEMAT: Associação dos professores rejeita proposta do Estado

A Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat) rejeitou a proposta feita pelo Governo do Estado e poderá deflagrar greve a partir de segunda-feira (01).

De acordo com a Adunemat, todos os campi da instituição permanecem paralisados – com aulas suspensas – até sexta-feira (29), enquanto aguardam uma nova proposta.

A principal pauta de reivindicação dos professores é a recomposição integral da inflação.

"Não aceitamos a proposta do Governo, pois temos direitos garantidos por lei na Constituição"
“Não aceitamos a proposta do Governo, pois temos direitos garantidos por lei na Constituição”

O reajuste salarial exigido é correspondente a 6,22%, equivalente à reposição inflacionária salarial (Revisão Geral Anual) de 2014.

Na segunda-feira (25), o Governo do Estado propôs que o reajuste de 6,22% fosse dividido em duas vezes: metade do valor seria incluída no salário dos servidores a partir de maio e a outra parte em novembro.

Os professores da instituição se reuniram na tarde de terça-feira (26) para debater sobre a proposta do Governo. Porém, de acordo com o vice-presidente da Adunemat, Luiz Jorge, a classe rejeitou a proposta.

“Não aceitamos a proposta do Governo, pois temos direitos garantidos por lei na Constituição”, alegou Jorge.

A classe irá notificar o Governo da resposta e irão esperar nova proposta, para definir sobre a greve. Caso a nova proposta não agrade, a greve será deflagrada nesta segunda-feira (01).

Segundo a  Adunemat, a paralisação em todos os 13 campi da Unemat será mantida até sexta-feira (29). Com isso, pelo menos 15 mil estudantes permanecem sem aula, conforme Jorge.

O presidente da Adunemat, Leonir Boff, já havia relatado que a classe não aceitaria pagamento parcelado referente ao reajuste inflacionário.

“Na última reunião antes da greve, os servidores não queriam parcelar o pagamento do reajuste”, disse na segunda-feira (25).

Outras reivindicações

Apesar de o foco central da paralisação ser o reajuste referente à inflação, os servidores da Unemat possuem outras pautas

A perda da capacidade salarial, para a qual foi solicitado reajuste anual de 11% nos próximos quatro anos, é ponto de destaque entre as reclamações da classe.

Também estão entre as reivindicações dos servidores da Unemat a autonomia da universidade, a licença sabática, questões referentes a procedimentos administrativos e o reposicionamento de carreira.

Campi paralisados

Mais de mil servidores paralisaram suas atividades. Aproximadamente 15 mil alunos ficarão sem aula, caso a Unemat entre em greve.

A instituição possui campus nos municípios Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Bugres, Colíder, Diamantino, Juara, Luciara, Nova Mutum, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangará da Serra.

A última greve da Unemat foi deflagrada em 2001. Desde então, foram realizadas pequenas suspensões nos serviços da instituição.

No ano passado houve uma paralisação de cinco dias.

Outro lado

Nesta segunda-feira (25), por meio de sua assessoria de imprensa, a Unemat relatou ter sido notificada pela Adunemat apenas sobre a paralisação de um dia.

A instituição afirmou que o número de professores que aderiram ao movimento foi grande, porém, a ação seria somente para comunicar o governo sobre questões referente a reajustes salariais e duraria um dia.

A Unemat declarou não ter sido informada sobre uma possível greve na instituição.

 

 

Fonte: Mídia News

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